O elo perdido

“…Ai, meu Deus, como mudou. Não, eu continuo a mesma. Só que até o mesmo se transforma. E percebe que, guarde isso, ninguém vai andar ao seu lado. A gente aprende a caminhar sozinho, pode até ter o auxílio de alguma mão, um apoio, mas os passos são dados por você. No meio do caminho, entre acontecimentos, atalhos e força, você percebe que precisa abrir uma brecha para a fragilidade se instalar. E que chorar alivia a alma. Mais do que isso: abrindo a janela pra fragilidade é que você descobre o quanto de força ainda resta para seguir em frente.”

Esse texto não é meu (é da Clarissa Corrêa), mas serve pra ilustrar o meu momento hoje. Agora.

Sabe cego em tiroteio? Nem eu, porque nunca participei de um tiroteio, mas imagino que o pobre coitado ficará mais perdido do que eu que enxergo e enxergo muito bem (apesar de as vezes ignorar isso!). Pois bem, eu estou perdida. Perdida no mundinho que eu criei. Mundinho pouco que eu cultivei para o meu futuro. E como escreve-se no facebook: #prontofalei!

Tá com pena de mim? Por favor, não fique. Meu blog, além dos textos salvos no meu netbook, é onde eu coloco pra fora todos os demônios, imperfeições, desejos, tristezas, alegrias, momentos que eu tenho nessa vida de meu Deus. – sorte minha se poucas pessoas o lerem! –  Então que eu achei que seria bom para os meus capetas, se eu escrevesse aqui o que me aflinge hoje. Me desculpe se decepcionei você que me lê… Ando também muito decepcionada comigo mesma, viu?

Faltando 55 dias para eu completar 41 anos eu me pergunto em alto e bom som: O que estou fazendo da minha vida? A resposta vem de pronto. Dura como uma rocha. E ela dói. Dói não somente porque a verdade dói, mas porque não foi isso que planejei num passado longíquo… Um dia eu sonhei. E quando a gente sonhava na infância, já deveríamos saber que aqueles sonhos, são esboços do que queremos no futuro. São rascunhos de nossos planos. E eu sonhei com um futuro diferente pra mim. Sonhei que seria uma mulher bem sucedida com a vida que havia planejado. Uma mulher com uma família organizadinha, uma casa bonita, um quintal, duas ou três crianças brincando nele com o nosso lindo cachorro. Um carro novo na garagem, um marido amoroso. Uma emprego estável e bem remunerado. Sonhei o que todas as moças virgens sonham quando se imaginam adultas… Mas eu me perdi. Me perdi em alguma esquina da vida. Em alguma mesa de bar, entre um gole ou outro de cerveja barata. Numa tragada de um cigarro (talvez o décimo quinto da noite). Me perdi em alguns braços mal amados. Braços fortes e beijos sem promessas. Me perdi… E por mais que tente, não consigo me encontrar mais. Dói mais ainda saber que você se perdeu e não se acha. Por mais que tente, não me encontro. Só encontro erros e mais erros. Promessas não cumpridas. Desejos não saciados…

Você deve estar pensando: “mas que otária! Vem chorar as pitangas no blog. PoHa, vá se achar minha filha. Vá trabalhar, procurar o que fazer…”

Eu mesma me digo isso todos os dias… E digo mais, embora eu só tenha feito coisas erradas na vida, eu não me arrependo de nada. Só não repetiria o erro se me fosse permitido voltar atrás. Mas é que hoje, apesar de todos os dias terem sido iguais, estou mais a flor da pele. Estou mais a mercê de me sensibilizar comigo mesma. Só sei que está sendo assim… Mas passa, né?? Dizem que tudo na vida é passageiro. Menos o cobrador e o motorista. Então…

.

.

Fica aqui a minha dica: Não foda a sua vida para não precisar escrever isso no seu diário, blog, twitter ou facebook!!

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s