Fã de vírgulas e reticências!

Foi que hoje é véspera de São João e não sei aí na cidade de outros que me lêem, mas aqui na Terra dos Caetés e nas adjacências a noite é de festa, fogueira, milho e bombas, traques, bombinhas, chuvinhas, rojão. Estouros, muitos estouros. Barulho dusinfernus! Eu não gosto, não vou mentir… Não gosto de bombas, detesto fogueiras e de milho, só gosto de um bolinho ou um milhinho pequeno. É, sou chata, sou daquelas que não gosta do que o mundo adora como carnaval… Já falei aqui. Mas não voltei pro blog pra falar de festas de sãojão, vim porque tava afins de escrever sobre sentimentos, emoções, amores, paixões, erros, desejos, acertos, erros, pessoas, eu, ele, meus  erros, a falta de atitude dele, meus poucos acertos, meus erros, as idas e vindas, ele, meus erros…

Percebem como eu erro?

Caetano canta na minha sala e a música diz: Odeio você. E ele repete que odeia e odeia e odeia. E, obviamente, a música chama-se Odeio. ¬¬  Queria ter dito isso hoje  quando saí de casa e tive o encontro mais ao acaso que poderia ter mas disse tudo ao contrário e ouvi o que queria há tempos e até o que nem queria! E mesmo lembrando da frase do Caio – “É no nosso encontro, cara a cara, olho a olho, que as coisas vão se definir.”  Não definimos nada de nada. Ficou tudo do mesmo jeito de ontem, antes de ontem e antes de anteontem! E o resumo desta ópera é que não consigo me desvencilhar, e ás vezes penso, e tenho quase certeza de que não quero me afastar, embora tenha quê! Talvez eu devesse ficar feliz por saber que a outra parte da laranja (oi?) também não quer, mas não desce do muro, prefere ficar olhando assim de cima que é muito mais confortável do que assumir nénão?

E o que vai ser? Minha consciência pergunta isso e eu respondo apenas que não sei. Porque realmente nada sei, só sei que deveria saber e deveria querer não querer… Dificil, heim? E só pra finalizar o que eu digo que não consigo finalizar, coloco o meu amado Caio F. Abreu, que deve ter vivido inúmeras histórias iguais as minhas, as suas e de tanta gente dizendo o seguinte e eu me resumo nisso:

Sabe, eu acho que não sei fechar ciclos, colocar pontos finais. Comigo são sempre virgulas, aspas, reticências… eu vou gostando… eu vou cuidando, eu vou desculpando, eu vou superando, eu vou compreendendo, eu vou relevando, eu vou… e continuo indo, assim, desse jeito, sem virar páginas, sem colocar pontos…

E relendo isto tudo, digo a mim: Vá se ferrar sua doida, masoquista! Porque no fundo vivemos o que queremos… Hunf!

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