De mals

Ando ausente do mundo. Suspensa mesmo… Durmo todos os dias quase que no mesmo horário, acordo todos os dias quase no mesmo horário, vou trabalhar e mesmo as coisas não sendo quase todas iguais por lá, tô trabalhando quase que mecanicamente. Falo com as pessoas, dou risadas as vezes, me calo, fecho a cara pra mostrar que não quero papo (do meu modo meio delicado de ser), e volto pra casa onde prefiro me fechar em concha e ficar assim, quieta, mesmo sendo difícil eu ficar calada (que o diga marido Oscar!). Mas tô assim, de mals de mim. Briguei comigo e não sei quando quero voltar esta amizade.

A gente cresce acreditando em tanta coisa né? Acreditando nos sonhos que a gente aprende a formular, nos ideais que nossos pais nos ensinam, nos homens que queremos para a vida inteira e aqui na frente, aos 39 anos, a gente percebe que alguém mentiu lá atrás. Ou alguém mentiu ou nos perdemos em alguma parte da trajetória. Ando decepcionada. E como não acho a quem culpar, culpo a mim mesma. Muito bem, sensatez nunca foi meu forte, mas agora está sendo. Eu sou culpada por tudo o que não tenho, por tudo o que nunca fiz, por tudo o que perdi e por tudo o que nunca faço apesar das promessas constantes.

Colhemos o que plantamos, nénão?

Não caros leitores, não estou fumada, nem embriagada (ainda) mas pretendo. Estou só colocando aqui, umas coisas que andam girando na minha cachola. Sorry, se não acharem interessante, parem aqui a leitura. E, amigas(os), não estou depressiva, só estou chateada, irritada, com raiva de mim mesma. Se pudesse, me chicoteava e me deixava de castigo para pensar nas coisas que faço, como ensina a Super Nany! ¬¬

Tenho crises existenciais. Vez ou outra tenho essas crises e embora algumas pessoas me achem forte, sou uma fraca, mais fraca que caldo de peixe magro… Amanhã talvez acorde bem ou pior, ou do mesmo jeito, mas hoje, preciso disso, preciso dessa depreciação, preciso dessa solidão, desse encontro duro e chato comigo mesma. Comigo que ando brigada. Se quero fazer as pazes? Não! Esse eu que não quero mais falar com ele – embora DEVA, é o meu eu que não quero mais…

Em tempo: U2 toca na sala e a cena é patética. Eu na cozinha, fumando, sentadinha na minha cadeira colorida, uma cerveja ao lado me olhando e mesmo sem essa vontade de beber, eu bebo. Cabelos presos num rabo de cavalo ridículo, uma roupa caseira, igualmente ridicula e um pensamento: preciso mudar!

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2 comentários sobre “De mals

  1. AMIGA, HA UM MUNDÃO LÁ FORA PRA SE VIVER….CONTRADITORIAMENTE A DETERMINADAS VIDAS PESSOAS ESTAO MORRENDO DE DOENÇAS INCURAVEIS..COMPR UM PACOTE DE VIAGENS E SEGUE COM ESSE SEU EU EM BUSCA DE NOVOS HORIZONTES…SEGUE EM FRETE…HA MUITO QU SE VIVR!!!BJAO!

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