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No espelho

“Lá está ela, mais uma vez. Não sei, não vou saber, não dá pra entender como ela não se cansa disso. Sabe que tudo acontece como um jogo, se é de azar ou de sorte, não dá pra prever. Ou melhor, até se pode prever, mas ela dispensa. Acredito que essa moça, no fundo, gosta dessas coisas. De se apaixonar, de se jogar num rio onde ela não sabe se consegue nadar. Ela não desiste e leva bóias. E se ela se afogar, se recupera. Estranho é que ela já apanhou demais da vida. Essa moça tem relacionamentos estranhos, acho que ela está condicionada a ser uma pessoa substituta. E quem não é? A gente sempre acha que é especial na vida de alguém, mas o que te garante que você não está somente servindo pra tapar buracos, servindo de curativo pras feridas antigas? A moça.. ela muito amou, ama, amará, e muito se machuca também. Porque amar também é isso, não? Dar o seu melhor pra curar outra pessoa de todos os golpes, até que ela fique bem e te deixe pra trás, fraco e sangrando. Daí você espera por alguém que venha te curar. As vezes esse alguém aparece, outras vezes, não. E pra ela? Por quem ela espera? E assim, aos poucos, ela se esquece dos socos, pontapés, golpes baixos que a vida lhe deu, lhe dará. A moça – que não era Capitu, mas também tem olhos de ressaca – levanta e segue em frente. Não por ser forte, e sim pelo contrário… por saber que é fraca o bastante para não conseguir ter ódio no seu coração, na sua alma, na sua essência. E ama, sabendo que vai chorar muitas vezes ainda. Afinal, foi chorando que ela, você e todos os outros, vieram ao mundo.”

Caio Fernando Abreu – ele, sempre ele!

Conheço uma fulana assim… E ela me disse que nunca vai mudar por mais que tente, por mais que procure, por mais que as pessoas digam que ela deve ser diferente!

Dentro do coração…

Oi pessoas! Eu voltei… Me desculpem se saí dando um tímido volto já, e deixando apenas a letra de uma música (para os mais chegados, havia sim uma explicação…). O fato é que alguém muito especial na minha vida foi viver ao lado dos anjos (e, possivelmente  fazer eles deixarem de tocar harpa para tocar atabaque! Rs.).

Perder alguém dói. Eu nunca havia perdido ninguém tão próximo a mim, como agora… Meus 2 avôs já se foram e uma avózinha também, mas como morávamos em cidades diferentes, eu senti mas não como desta vez. Não como senti a morte de um dos meus melhores amigo. Tudo tão rápido e muito dolorido…

Mas a vida continua, não é mesmo? E tenho certeza que de onde ele estiver, deve estar gostando de saber que eu voltei para o blog, voltei para a net e voltei até a ler meu orkut – quero aproveitar e agradecer também a todas as mensagens de carinho que eu recebi de pessoas preocupadas comigo. Valeu!

O que escrever num momento de dor e saudades? Logo eu, que adoro escrever? Me pego pensando sobre como expor tudo o que o Márcio significava para mim…

Eu sempre dizia que ele era carismático por demais, por isso saía atraindo multidão por onde passava, mesmo quando estava abusado, que não eram poucas às vezes. Aquele jeito alegre, divertido, escrachado, sempre com um palavrão na ponta da língua. Língua essa que não podia ver uma cerveja… Ah, que falta nos fará…

Era o primeiro a levantar pra dançar em qualquer lugar que tocasse uma música ou um batuquinho numa caixa de fósforos e não admitia música no volume normal o volume normal pra ele não existia. Dizia que não sentia a música. Era sempre volume máximo.

Quantos apelidos ele colocou em tanta gente e por quantos nomes ele era chamado: Márcio, Ricardo, Tatto, Tio Thó, Ricco, Marcinho…

Quantas histórias cada um de nós temos para contar ao lado dele. Momentos alegres, momentos tristes, momentos publicáveis, alguns impublicáveis, locais divertidos que íamos, alguns esdrúxulos, noites e noites de baladas, gargalhadas. Quantas lágrimas ele já me fez derramar e quantas lágrimas ele já secou dos meus olhos… Quantos conselhos que um dava para o outro e não eram seguidos. Algumas discussões, alguns afastamentos, mas nunca deixamos de nos amar, de nos importar um com o outro. Era curto e grosso quando queria ser e não media as palavras, mas mandava seu recado onde quer que fosse. Ele chegava e chegava!

Irei sentir saudades, irei por vezes me revoltar com sua ausência, irei querer gritar pra você voltar porque você mudou o plano no caminho. Aquele plano de envelhecermos todos juntos, morando no mesmo asilo, eu de andador, você e o Beto na cadeira de rodas já sem nenhum fio de cabelo, Marquinhos e Dadal até que meio lúcidos para não deixarem os enfermeiros baterem na gente… E agora?

Acostumar com sua ausência? Jamais! Sentir saudades? Sempre…Você sempre morará no meu coração e no coração de tanta gente que teve o prazer de te conhecer.

O céu está em festa agora. As harpas devem ter mudado de som com a sua chegada.

Fique em paz, amigo.

Sempre te amarei!

Tim-Tim

“Quatro amigas, quatro mulheres, quatro desejos, quatro esperanças.

O ano de 2010 se aproxima… Vem rápido como se viesse à cavalo. Vem trotando ligeiro, trazendo a brisa da esperança. Esperança de dias melhores… Sempre! E ao mesmo tempo a brisa da angústia, da dúvida do começar mais uma vez.

O que fizemos? No que nos transformamos? Não importa. O que importa é que além de dias melhores virem com 2010, virá também à certeza que continuaremos sendo quatro amigas, quatro mulheres, quatro desejos e quatro esperanças!

A mesma esperança e os mesmos desejos que fizeram as quatro “inconseqüentes”, no passado se juntarem para serem amigas e selarem esta amizade com uma, trazendo o brilho do Sol para mais próximo de si e as outras três preferirem a liberdade das asas de uma borboleta…

O Sol não brilhou tanto assim como uma imaginou e as asas das borboletas levaram as outras três a caminhos de amores incondicionais. A caminhos para duas delas, nunca antes percorridos, mas de uma alegria sem fim e trazendo, de certa maneira o Sol pra vida de todas elas.”

Amo-as!

Taí….

Recebi este texto em forma de slide, coisa rara é eu abrir um, mas às vezes a mão de algum anjo tecla o salvar, né? Achei divino:Sobre os nossos pais

“Pais heróis e mães heroínas do lar.

Passamos boa parte da nossa existência cultivando estes estereótipos. Até que um dia o pai herói começa a passar o tempo todo sentado, resmunga baixinho e puxa uns assuntos sem pé nem cabeça. A heroína do lar começa a ter dificuldade de concluir as frases e dá de implicar com a empregada.

O que papai e mamãe fizeram para caducar de uma hora para outra?

Envelheceram… Nossos pais envelhecem. Ninguém havia nos preparado pra isso. Um belo dia eles perdem o garbo, ficam mais vulneráveis e adquirem umas manias bobas. Estão cansados de cuidar dos outros e de servir de exemplo: agora chegou a vez de eles serem cuidados e mimados por nós, nem que pra isso recorram a uma chantagenzinha emocional.

Têm muita quilometragem rodada e sabem tudo, e o que não sabem eles inventam. Não fazem mais planos em longo prazo, agora se dedicam a pequenas aventuras, como comer escondido tudo o que o médico proibiu. Estão com manchas na pele. Ficam tristes de repente…

Mas não estão caducos: caducos ficam os filhos, que relutam em aceitar o ciclo da vida. É complicado aceitar que nossos heróis e heroínas já não estão no controle da situação. Estão frágeis e um pouco esquecidos, têm este direito, mas seguimos exigindo deles a energia de uma usina. Não admitimos suas fraquezas, seu desânimo. Ficamos irritados e alguns chegam a gritar se eles se atrapalham com o celular ou outro equipamento e ainda não temos paciência para ouvir pela milésima vez a mesma história que contam como se acabassem de tê-la vivido.

Em vez de aceitarmos com serenidade o fato de que as pessoas adotam um ritmo mais lento com o passar dos anos, simplesmente ficamos irritados por eles terem traído nossa confiança, a confiança de que seriam indestrutíveis como os super-heróis. Provocamos discussões inúteis e os enervamos com nossa insistência para que tudo siga como sempre foi.

Essa nossa intolerância só pode ser medo.  Medo de perdê-los, e medo de perdermos a nós mesmos, medo de também deixarmos de ser lúcidos e joviais.  Com todas as nossas irritações, só provocamos mais tristeza àqueles que um dia só procuraram nos dar alegrias. Por que não conseguimos ser um pouco do que eles foram para nós? Quantas noites estes heróis e heroínas passaram ao lado de nossa cama, medicando, cuidando e medindo febres? E nós ficamos irritados quando eles se esquecem de tomar seus remédios, e ao brigar com eles, os deixamos chorando, tal qual crianças que fomos um dia.

É uma enrascada essa tal de passagem do tempo.
 Nos ensinam a tirar proveito de cada etapa da vida, mas é difícil aceitar as etapas dos outros… Ainda mais quando os outros são nossos alicerces, aqueles para quem sempre podíamos voltar e sabíamos que estariam com seus braços abertos, e que agora estão dando sinais de que um dia irão partir sem nós.

Façamos por eles hoje o melhor, o máximo que pudermos, para que amanhã quando eles já não estiverem mais aqui conosco possamos lembrar-nos deles com carinho, de seus sorrisos de alegria e não das lágrimas de tristeza que eles tenham derramado por nossa causa.

Afinal, nossos heróis de ontem, serão nossos heróis eternamente…”

By, Chrismyclayton Cavalcante

O desabafo no dia dos Namorados…

Queria saber quem inventou esse dia no calendário… Só pode ter sido algum apaixonado idiota, romântico e endinheirado. Ninguém merece! Porque não existe também o dia dos solteiros, solteiros felizes e infelizes? Sou uma solteira! Ou melhor, ESTOU uma solteira e na presente hora estou uma solteira infeliz. Queria alguém pra chamar de meu, pq não aparece ninguém??

Todo mundo quer alguém pra chamar de “meu”, até as mais convictas das solteiras precisam e embora digam que A-D-O-R-A-M estar sozinhas, no fundo, no fundo, bem no fundinho da alma, querem alguém. Eu não tenho vergonha de dizer que quero alguém, eu digo mesmo: EU QUERO ALGUÉM PRA CHAMAR DE MEU!!! Mas homem é um artigo de luxo hoje em dia, digo homem que goste de mulher, porquê homem existe, mas uma grande maioria só quer saber de homem! Ahá! Um tempo atrás, eu ainda queria escolher meu modelito de amor pro resto da vida. Queria um homem bonito. Bonito não, lindo, inteligente, bem-humorado, cheiroso, elegante, que soubesse cozinhar, que me tratasse como uma lady e que fosse de bem com a vida (profissional, social, sexual, etc, etc), hoje, já me contento apenas com um bonito. Ok, bonitinho… Tá vai, pode ser apenas simpático… Então tá, me contento com um simpático, mas tem que ser inteligente e de bem com a vida (sexual principalmente!) e que goste apenas de mulher!! Tô procurando esse famigerado e não encontro. Ás vezes me pergunto, será que estou nos lugares errados, na hora errada e com a roupa errada?

Vivo tentando não dar muita importância pra esse fatorzinho na minha vida, o de ser solteira, afinal, sou uma mulher quase independente financeiramente (oi?), sei do que gosto e não gosto na minha vida, sei das minhas qualidades físicas e intelectuais, então, me pergunto o porquê me preocupar com o fato de ter ou não um homem ao meu lado? Aiiiii, mas a sociedade cobra, e vc começa a perceber que também está se cobrando. Então tá, vamos combinar que eu também me cobro um namorado (e atualmente venho me cobrando demais!), dai que eu parei e analisei o porquê de eu querer tanto um namorado hoje: 1. pra dormir de ladinho, coladinho no corpo um do outro; 2. pra fazer amor (amor?!?! Nãããooo, pra fazer sexo!); 3. pra deitar a cabeça no ombro quando está triste ou cansada; 4. pra ir ao cinema; 5. jantar fora; 6. pra abraçar; 7. beijar na boca, no pescoço, beijar em todos os lugares do corpo; 8. dizer que eu sou a mulher mais linda e inteligente do mundo; 9. me pegar no colo mesmo estando uns 100 kg acima do peso; 10. dizer que me adora todas as vezes que eu perguntar…

Pôxa, é muita coisa! Realmente, existem coisas que só um namorado pode fazer por vc….os amigos não podem.

Então,  definitivamente, eu quero alguém pra chamar de meu, sim!!!

→ Texto escrito em 2006… Riam se quiserem, mas passo outro 12 de junho alone… Tá, mas não tô triiisteeee, tô só pensativa se irei ficar assim por muito mais tempo!!

Forrest Gump

“Olhou sua conta bancária e ela estava no especial a mais de três meses. Cartão de crédito sem limites. Salário? Todo comprometido… Não, definitivamente ela não podia comprar os livros de aventuras que tanto se interessou. Ficou triste, mas tinha que ser realista uma vez na vida!

Lembrou dos olhos do vendedor dos livros… Olhos de quem já havia lido todos àqueles livros e saberia contar todas aquelas histórias sem nem lê-las. Era fascinante. E foi com esse fascínio que ela se interessou pelos livros, mesmo sabendo que não poderia tê-los.

Agora estava assim, interessada e sem posses. Era até irônico, ela que sempre moveu mundos e fundos para adquirir algo quando queria, agora estava sem forças para ao menos pedir emprestado ao seu pai ou ao seu chefe.

Os olhos do vendedor não saíam da sua mente. Ele ofereceu os livros, apenas duas vezes para ela e foi o suficiente para que criasse esse fascínio, essa vontade de ler mais.

Enquanto “viajava” nas lembranças do livro, atentou para uma notícia na internet. Era o vendedor. Adorou ver os seus olhos novamente, aqueles mesmos olhos brilhantes de quem viveu todas aquelas histórias. E mesmo não querendo tirar os olhos dos olhos dele, leu abaixo da foto a notícia de que ele havia ganhado o prêmio de melhor escritor de aventuras. Observou o restante da foto, viu ao lado dele, a esposa segurando o troféu. Viu o sorriso largo no rosto de ambos e imaginou quantas histórias ele contava para ela.

Fechou a reportagem.

Fechou o site da conta bancária.

Pensou que não era a pessoa ideal para comprar todos aqueles livros. Talvez ela nem fosse ter tanto tempo assim para lê-los mesmo!

Abriu uma revista de fofoca e começou a folheá-la.”

À deriva

Acorda cedo e respira fundo, muito fundo. Até onde o pulmão cansado de guerra e fumaça de cigarro, agüenta. Levanta da cama com vontade de voltar, pensando se poderia dormir para sempre.

Sempre é uma palavra muito forte e, embora seja isso que ela queira, no fundo tem medo. Ela é medrosa… Tem medo do novo, tem medo do velho, tem medo de não conseguir viver o que ainda acredita que tenha pra viver, tem medo de tomar decisões erradas.

E nas decisões, tem certeza que todas que tomou até agora, foram erradas, muito embora grite aos quatro cantos do mundo que nunca se arrependeu por nada que fez. Mas ela não tem certeza disso…

Aliás, certeza é uma coisa que segundo o cérebro doidinho, doidinho dela, diz andar junto com a determinação. Certeza é irmã da determinação. Ela diz não ter ambos: não tem certeza de nada e nem determinação para nada. Nem certeza se quer chorar ela consegue ter, quando pára para pensar que não tem determinação…

Enquanto acorda e pensa se deveria voltar a dormir e deixar um recado na porta de fui pra eternidade, volto quando der, ela pensa no que pode, deve e não vai fazer. O desespero chega, sem bater na porta do seu quarto e ela fica mais amuada, acuada e sem reação. E embora queira sair dali sem olha pra trás, não consegue. Consegue apenas se sentir mais perdida no meio de centenas de pensamentos.

Fecha os olhos e vê ao longe um barquinho sem remos, sem motor, à deriva no mar. Se sente parte integrante e única desta visão…

Já desanimada de tudo, deita e dorme de olhos abertos, sem conseguir parar de pensar em tudo o que não tem e o que poderia estar tendo.

Não tem sonhos, tem pesadelos.

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E que tudo o mais vá pro inferno…

Hoje tá punk (como diz uma amiga moderninha…). Que dia de cão, que vontade de mandar tudo pro inferno e sair andando, feito Forrest Gump. Ah se eu ainda tivesse vinte aninhos, podescrê que agora estaria digitando lá de casa, de camisola, tomando uma cerveja, curtindo um som, só esperando o dia da rescisão!

Lembrei deste texto que a Nenca (para os íntimos, o nome dela é Denise!)mandou dizendo que era minha cara e que HOJE, ele serve como uma luva na minha vida:

MULHER MODERNA

São 6h00. O despertador canta de galo e eu não tenho forças nem para atirá-lo contra a parede. Estou tão cansada, não queria ter que trabalhar hoje. Quero ficar em casa, cozinhando, ouvindo música, cantarolando, até.

Se tivesse cachorro, passeando pelas redondezas. Aquário? Olhando os peixinhos nadarem. Espaço? Fazendo alongamento. Leite condensado? Brigadeiro… Tudo menos sair da cama, engatar uma primeira e colocar o cérebro pra funcionar.

Gostaria de saber quem foi a mentecapta, a matriz das feministas que teve a infeliz idéia de reivindicar direitos à mulher e por quê ela fez isso conosco que nascemos depois dela.

Estava tudo tão bom no tempo das nossas avós, elas passavam o dia a bordar, trocar receitas com as amigas, ensinando-se mutuamente segredos de molhos temperos, de remédios caseiros, lendo bons livros das bibliotecas, dos maridos, decorando a casa, podando árvores, plantando flores, colhendo legumes das hortas, educando as crianças, freqüentando saraus, a vida era um grande curso de artesanato, medicina alternativa e culinária.

Aí vem uma “fulaninha” qualquer, que não gostava de sutiã nem tão pouco de espartilho, e contamina as várias outras rebeldes inconseqüentes com idéias mirabolantes sobre “vamos conquistar o nosso espaço”. Que espaço, minha filha???!!!!! Você já tinha a casa inteira, o bairro todo, o mundo aos seus pés.

Detinha o domínio completo sobre os homens, eles dependiam de você para comer, vestir, e se exibir para os amigos, que raio de direitos requerer? Agora eles estão aí, todos confusos, não sabem mais que papéis desempenhar na sociedade, fugindo de nós como o diabo foge da cruz. Essa brincadeira de vocês acabou é nos enchendo de deveres, isso sim. E nos lançando no calabouço da solteirice aguda.

Antigamente, os casamentos duravam para sempre, tripla jornada era coisa do Bernard do vôlei – e olhe lá, porque naquela época não existia Bernard do vôlei. Por quê, me digam por quê, um sexo que tinha tudo do bom e do melhor, que só precisava ser frágil, foi se meter a competir com o macharedo? Olha o tamanho do bíceps deles, e olha o tamanho do nosso.

Tava na cara que isso não ia dar certo!!! Não agüento mais ser obrigada ao ritual diário de fazer escova, maquiar, passar hidratantes, escolher que roupa vestir, e que sapatos, acessórios usar. Que perfume combina com meu humor, nem de ter que sair correndo. Ficar engarrafada, correr risco de ser assaltada, de morrer atropelada, passar o dia reta na frente do computador, resolvendo problemas.

Somos fiscalizadas e cobradas por nós mesmas a estar sempre em forma, sem estrias, depiladas, sorridentes, cheirosas, unhas feitas, sem falar no currículo impecável, recheado de mestrados, doutorados, pós-doutorados e especializações (ufffffffffffffffffff!!!!!!!)…

Viramos super mulheres, continuamos a ganhar menos do que eles, lavar, passar,cozinhar e cuidar dos filhos da mesma forma. E ainda temos que dividir as despesas da casa.

Não era muito melhor ter ficado fazendo tricô na cadeira do balanço?

Chega, eu quero alguém que pague as minhas contas, abra a porta para eu passar, puxe a cadeira para eu sentar, me mande flores com cartões cheios de poesia, faça serenatas na minha janela (ai, meu Deus, já são 6:30h, tenho que levantar!), e tem mais, que chegue do trabalho, sente no meu sofá, e diga “meu bem, me traz uma dose de café, por favor?”.

Descobri que nasci para servir. Vocês pensam que eu to ironizando????? To falando sério!!!!!!!! Estou abdicando do meu posto de mulher moderna…. Alguém se habilita?

 

 

 

Made for me

Queria dar uma lembrancinha para as minhas auxiliares do lar, a Dadá, que deixa o Jandira´s Center com o chão lisinho, lisinho e brilhando e a Fátima, que deixa nossas roupitchas sempre limpas e cheirosas. Mas não tinha idéia do que comprar… Não poderia ser caro, porque minhas posses andam escassas (ainda mais agora com a faculdade!) e não poderia ser nada batido porque simplesmente adoro me exibir inovar. Daí, como de costume ando por blogs maravilhosos, encontrei uma dica  de embalagens para presentes, da Katita do blog  Rainhas do Lar, que acendeu uma luizinha. Comprei panetones, latas de biscoito, vinhos e ficou assim:

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A sacola de feira, deu um trabaaaalho pra achar! Fui ontem, nas minhas duas horas de almoço, ao Mercado do Artesanato. O calor Senegalês desta cidade, aliado ao vai-e-vem de zilhões de pessoas, camelot´s, ladrões, maloqueiros e cheira-colas, me deixa estressada, cansada e descabelada! Mas no final de tudo, entre mortos, feridos e descapitalizados, salvei-me e ainda fiquei orgulhosa de mim!

Mais um ano que se passa, mais um ano sem você…

O que estaríamos fazendo se estivéssemos juntos no dia de hoje? Provavelmente uma comemoraçãozinha íntima. Só nós dois e uma garrafa de vinho. Em casa. É a sua cara esse tipo de comemoração… Bem íntima, bem caseira, bem você. Fico pensando o que fará mais tarde para comemorar seus 16.425 dias de vida. Te farão uma festa? Um jantar para seiscentos e cinqüenta e seis convidados, naquele restaurantezinho bucólico que um restauranter classificou? Provavelmente. E você se divertirá, beberá, dançará, comemorará, com aquele imenso sorriso que você sabe dar, mesmo quando o que queria era fugir de toda a agitação. Feliz aniversário pra você. Mais um ano sem você.

.. 

Me desculpem aos que visitam meu blog, se decepcionei, com esta mensagem totalmente particulation… Às minhas amigas que estão pensando que eu surtei, com este revival no dia de hoje. Sorry! Não pude deixar de escrever algo pra alguém que me proporcionou momentos tão felizes, mesmo tendo chutado o pau da barraca no final da nossa história. Quando a gente ama, qualquer coisa serve, para relembrar… (musiquinha chulé, para um dia não tão chulé assim…)

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"Sou tantas que mal consigo me distinguir. Sou estrategista, batalhadora, porém traída pela comoção. Num piscar de olhos fico terna, delicada." Martha Medeiros

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