Arquivo para a categoria 'Enquanto isso na cozinha'

Mais um ano que se passa…

Quatro anos… Fico me perguntando se o nosso “casamento” fosse de verdade, se estaríamos juntos esse tempo todo e a resposta é não! Não porque apesar das afinidades, existem uma infinidades de coisas que nos derrubam! E não tem sexo, néam?? Daí que se tivesse, teria a fase do enjoo, a fase das traições, a das descobertas, a do perdão, a do não esquecimento das traições (e eu sou meio rancorosa, posso dizer!) e aquele monte de fases que os casados conhecem e que eu e ele, não passaríamos! Ele então… Bahhh!

Mas a gente se ama. Eu o amo com todos os defeitinhos e errinhos e os olhos verdes, e as manias e os esquecimentos e, enfim, com tudo de bom e ruim que as pessoas tem e a gente aprende a conviver, vivendo assim, tão próximos!

Então tá, que para quem não acreditava nessa relação de um homem e uma mulher morarem juntos sendo apenas amigos, tamos aí pra provar que dá certo sim basta saber engolir certas coisas, ignorar outras, rir de tantas outras e não misturar as estações!

Feliz aniversário de morada, amore mio!

E na comemoração tivemos: Talharim Mezzo À Carbonara Mezzo Parisiense que peguei no Rainhas do Lar óbivio! E vinho, que não saiu na foto porque Marido Oscar estava tentando abri-lo e não conseguiu. Fui eu, perfeita conhecedora de saca-rolhas e também não consegui. Só nos restou… empurrar a rolha! Há!

Meu coração (de galinha)…

Ontem, acordei desejando coração de galinha . E tendo sobras do churras do anivers do marido Oscar congelado,  pedi para a minha salvadora Dadá para descongelá-lo. Quando cheguei do da sucursal do inferno meu adorado trabalho em campo, procurando luminárias e mesmo cansada, arrasada, fui matar meu desejo e saí inventando o meu Coração ao Shoyo.

Primeiro, lavei-o bem para tirar aquele sangue fedido, depois fervi por 3 vezes com vinagre e coentro. Numa panela a parte, refoguei ½ cebola, ½ pimentão e bastante alho. Joguei os corações já aferventados e escorridos e temperei daquele meu jeitinho que nem necessita de sal: pimenta moida na hora sem parcimônia porque eu adoooro e outros temperos em pó que tenho sempre à mão. Deixei os amados lá refogando, criando uma águinha e mexendo sempre. Numa outra panela, refoguei a outra metade da cebola, do pimentão e mais alho. Tudo no azeite. Adicionei um copo de cerveja preta e um tantão de shoyo. Esperei reduzir o álcool da cerva e pimba, joguei este molho nos amados que já estavam coradinhos. Dez minutos em fogo baixo com panela tampada e zapt:

Arroz branco e batatas assadas com flor de sal e alecrim como acompanhamento.

Nem ia jantar, porque  não como mais a noite (era para o almoço de hoje, a malmita!), mas como tinha que tirar a foto, néam? Ai comi…

Domingo de preguiça e sauna!

Ressaca não, mas a preguiça do mundo todo se apoderou do meu ser neste domingo. Coisas pra arrumar, casa pra limpar depois da festinha basiquinha de ontem. Ufa. Entre cachaceiros e cachaceiras de plantão, todos salvos e bêbados no fim da noite. Que horas? Não sei, dormi antes porque a cachaça me faz sentir saudades e ela começa a sair pelos meus olhos e ninguém merece me ver assim num dia de festa, né?

E pra fechar o domingo com chave de ouro O Poderoso Chefão I e II, assim seguidinho. Três horas de cada filme. Adoroooooo!!

..

Calor senegalês continua por aqui. Liguei o forno só pra completar. Marido Oscar quer comer asinha de frango (sobras de ontem!) assada com batatas. Nem vou comer, mas sou boa e fui fazer. Coisa difícil, tirar a travessa da geladeira, tirar o papel filme, cobrir com papel alumínio e vapt, tão lá, assando. As batatas? Cozinhei mediamente (existe essa palavra?) e depois que tirei o papel alumínio, despejei-as junto as asinhas. Todas assando e eu também porque o calor aqui tá de uns 40º. É bom que vão embora os melês de álcool ingeridos ontem e as gorduras localizadas do meu bucho!

Receita da Heleninha

Não sou propriamente a Heleninha Roitman – não sei pintar telas!! Kkk! Mas já bebi uns bons bocados nessa vida de meu Deus, viu? Por isso, a gente (eu e a Heleninha, of) somos até meio parecidas… Acho que as dores de amores mal resolvidos, néan? Enfim, minha amiga Denise mandou esta receita por e-mail e achei tão a minha cara de uns anos lááááá atrás. Enjoy:

FRANGO COM WISKY

Ingredientes: 

- 01 garrafa de whisky (do bom claro!)
- 01 frango de aproximadamente 02 quilos
- sal, pimenta e cheiro verde a gosto 
- 350 ml de azeite de oliva extra virgem
- nozes moídas

Modo de preparar:

- pegue o frango
- beba um copo de whisky 
- envolver o frango e temperá-lo com sal, pimenta e cheiro verde a gosto. 
- massageá-lo com azeite. 
- Pré-aquecer o forno por aproximadamente 10 minutos. 
- Sirva-se de uma boa dose (caprichada) de whisky enquanto aguarda. 
- Use as nozes moídas como ‘tira gosto’.
- Colocar o frango em uma assadeira grande. 
- Sirva-se de mais duas doses de whisky. 
- Axustar o terbostato na marca 3 , e debois de uns vinch binutos,botar para assassinar. – digu: assar a ave. 
- Derrubar uma dose de whisky debois de beia hora, formar abaertura egontrolar a assadura do frango. 
- Tentar zentar na gadeira, servir-se de uoooooooootra dose sarada de whisky.
- Cozer(?), costurar(?), cozinhar, sei lá, voda-se o vrango. 
- Deixáááá o filho da buta do pato no vorno por umas 4 horas. 
- Tentar retirar o vrango do vorno. Num vai guemar a mão, garaio!
- Mandar mais uma boa dose de whisky pra dentro . . de você,é claro.
- Tentar novamente tirar o sacana do vrango do vorno, porque na primeira teenndadiiiva dããão deeeeuuuuuu. 
- Begar o vrango que gaiu no jão e enjugar o filho da buta com o bano de jão e cologá-lo numa pandeja ou qualquer outra borra, bois avinal você nem gosssssssssta muito dessa bosta mesmo.
- Tá Bronto.

ALMOJANTA

E já que hoje é o meu último dia de férias do mês de setembro, vale salientar (oba, em outubro tem mais!). Resolvi incrementar no nosso almoço que saiu na hora do jantar e fiz um prato que combina com os donos da casa: Porco Bêbado. Bistecas de porco com cerveja. A receita pede 2 latas, mas econômica que sou quando estou bebendo vinho (oi?) e marido Oscar, mendigando as suas latinhas de breja, coloquei apenas 1 latinha. Vai que depois do almojanta eu tivesse um revertério e passasse mal e não pudesse ir trabalhar amanhã? Deus me livre… Ui!

Receita do Porco Bêbado:

Temperei as bisteconas com pimenta moída na hora, vinagre (porque sópravariar eu nunca tenho limões em casa!), molho shoyo e alho (mamãe ligou e eu comentei o que iria cozinhar e ela disse que ficaria uma dilícia se colocasse alho!). Deixei por uns 20 minutos marinando. Untei uma forma de alumínio com azeite dos bãos, fiz uma caminha com 1 cebola cortada em tiras finas, deitei as bisteconas, cobri com mais 1 cebola cortada em tiras, coentro picado e joguei batatas previamente cozidas. Cobri com papel alumínio e zapt. Vinte minutos no forno para cozinhar. Depois retirei o papel alumínio joguei a cerveja misturada com sal e alecrim e deixei no forno até dourar. UAU!

Aproveitei e fiz uns legumezinhos cozidos com molho shoyo. Mas vou te contar, o que os olhos já não podem ver, viu? Sabe porque também eu amo a cidade que eu nasci? Porque lá tem feira de rua (e eu adoro comer pastel de feira!) e quando você pede pro senhor feirante um maço de couve, ele te pergunta: “Quer em folhas ou fatiadas, senhora?” Que loushooo!! Mas como aqui na terra dos Caetés não existem feiras de rua, a gente se contenta com o comprador do supermercado, né?. Sim, é verdade! Ficou abismada(o) você que me lê e não é do nordeste? Pois é, aqui, simplesmente não tem e eu aprendi a viver sem pastel de feira… Ô dó! Então que lá fui eu fatiar a couve beeeeem fininha como eu gosto. E dá um trabaaalhooo. Mas vou dizer, viu? Eu poderia fácil, fácil, substituir qualquer máquina quebrada dos feirantes das feiras lá de Sampa, ó? Ficou lindinho como mostra a fotinha abaixo, onde eu coloquei o couve, juntamente com o repolho, igualmente fatiado finiiiinho para cozinhar no vapor. Sou PHoda! Me amo! Tá, passou o ataque de estrelismo. Tô bebendo vinho, esqueceram?

O acompanhamento do almojanta, será: arroz branco com alho e feijão tropeiro que já tinha feito ontem. Mas moá, irá comer com meu adorado arroz RÁRIS 7 Cereais Integrais®, (que minha amiga, Valeska, turbinada, siliconada e maravilhosa, que eu adoro demais, me apresentou numas férias que passei na casa dela) porque sou uma mulher que se preocupa muuuito com a saúde futura, tá?

Fui que o fogão o dever me chama.

Bju da Palmirinha!

Meu bolo de caneca

Tchutchuca aqui, tem preguiça nas férias, mas saiu, comprou açúcar e foi fazer experiência já comprovada por mileuma pessoas, do Bolo de Caneca. Adoro quando eu invento coisas para o tempo passar. Invento e não saio de casa. Tô doente. Tô veia!!

E olha ai meu bolo pálido de caneca:

Considerações a considerar… Rrrr: Não gostei do bolo. Comi um tiquito de nada e, detalhe: quando estava com a mão na massa, ou melhor, na caneca, constatei que não tinha mais chocolate em pó neste lar. Procurei desesperadamente algum suco de mancha pulmão (porque é uma coisa que não falta aqui!) e só tinham 2 sabores: graviola e maçã. Um pior do que o outro para um bolo, vamucumbiná. E entre o ruim e o pior, usei o de maçã. Cíííítrico!!  Mas voltando ao bolo achei a textura do dito bem fofa, mas meio liguenta e por ser de maçã, achei-o branco demais e nem me arrisquei a fazer nenhuma calda, porque quando eu não gosto, eu ódiô. Deixei para ver se o marido Oscar experimenta – ele já nem gosta de coisa doce, que dirá este bolo, mas não custa deixar tentar, né?

E como ainda não me dei por vencida, vou comprar amanhã, o chocolate faltante e vou fazer o de chocolate. Quem sabe eu goste dele?

Nada como um dia após o outro!

Hoje acordei com uma vontade imensa de fazer um zilhão de coisas, ir no salão arrumar as madeixas, fazer as patas, depois saracotiar pelo shopping novo e quem sabe ir ao cinema? Mas no trajeto entre minha cama e o banheiro, a vontade se perdeu… Putz! Até voltei procurando e nada de encontrá-la!  

A preguiça toma conta do meu ser. Não, não estou mais tristinha como estava ontem e antes de ontem. Estou ainda meio saudosa, mas o problema hoje é um dos sete pecados mesmo. Sim, eu tomei banho, mas coloquei aquele vestidinho furreca, espanta tesão sabe? Não penteei os cabelos e tô assim, no maior estilo “sou largada e preguiçosa, e daí?” Ah, lembrei que tô de férias e já que não pude ir para um cruzeiro pela costa nordestina, fico pela casa assim, procurando algo que me agrade no momento. Ver um filme, mudar para a SKY, REver um episódio de Sex and the City, ir pra net, comer, dormir, pensar, sonhar, relembrar…

Amanhã eu promisse que sairei!!

..

Almocinho meio que ligth com uma abobrinha refogada de acompanhamento viu Suzana? Uma sobremesa já engatilhada no pensamento: Bolo de caneca, que sou louca pra fazer, mas morro de meda de dar errado. Embora já tenha lido em trocentos blogs que é tudo de bom, fico achando que o bolo sairá mole, melequento e eu terei um certo nojinho… Mas vou fazer. O máximo que pode acontecer é eu jogar tudo no lixo com uma dor no coração… Só tem um pró que acabo de constatar… Não consigo encontrar o açúcar dessa casa. Oras, um lar onde os moradores nem são ligth assim como não tem açúcar?? Jesus, Maria e José, onde minha limpadora oficial semanal enfiou o nosso açúcar? Eu me lembro perfeitamente que comprei um pacote de açúcar mascavo para fazer umas caipiroscas numa dessas festinhas que costumamos fazer. Não é possívi que foi utilizado 1kg de açúcar numa só noite! Por mais mascavo que seja eu teria passado mal no outro dia e não me lembro de ter passado mal… Nem da ressaca!

Queria muito fazer...

Então que além da preguiça, fiquei frustrada agora!

Alone

arroz branco+abobrinha refogada+vagem no shoyo+filé de frango

Porque estar só não significa almoçar um miojo, em pé, encostada na pia da cozinha, hãm?

Minha avó na telinha

Sou neta de uma culinarista maravilhosa, pessoas!! Até na TV ela aparece, mostrando seus dotes culinários… O audio do vídeo não tá lá dos melhores não, mas a receita é deliciosa. Vale a pena!

Agora digam se algumas netas não nasceram com uns genes fantásticos para a cozinha? ;)

E no fim de semana…

Domingo, dia dos pais. Estou na casa da mamy´s. Aliás, estou aqui desde sexta-feira. Vim para o litoral passar o findi. Fazer boa ação no semestre das festas natalinas é bom. Conta pontos pro Papai Noel. Há!

Mas sabe que são interessantes essas mudanças de hábito? Ao invés de eu dormir a tarde toda do sábado como de costume, fui ao shopping com meu cunhado e minha mana, comprar o presente do papai e descobri que estou velha pra ficar batendo pernas no shopping. Principalmente quando não estou indo comprar nada para moa! Sábado à noite, ao invés de estar enchendo a lata ou aboletada em frente à SKY, jogamos pôquer. No melhor estilo Las Vegas City. Com direito a mesa verde de feltro, fichas para apostas e blefes. Muitos!

E hoje? Ah, hoje estou fazendo o que eu adoro. O almoço! O cardápio? Lombo agridoce, arroz e batatas ao forno. Porque papai é meio chatim, chatim pra comer, ta? Claro que eu queria fazer um cardápio mais elaborado, do tipo: entrada de Borsch, uma Salada Waldorf  com Arroz Bicherrie (não, povo, não é um arroz gay) e de acompanhamento, um Badejo no Leite de Côco. Desisti de tudo, porque o arroz de bicha, é com macarrão cabelo de anjo e achei uma redundância de carboidratos. Ainda mais aqui em casa que todo mundo é redondinho por demais. Até meu cunha que nem é da família já tá arredondando… Peixe no leite de côco, eu não gosto e papy também. Ele tem paladar de pobre e só gosta de peixe frito. E a entrada? Sopa?Adoro, mas beterraba… Argh!!

Pra vocês verem como certos nomes bonitos, não são os melhores pratos, ou pelo menos aqui na minha casa que a família é meio complicada e quando passam mais de 24 horas juntos é que a coisa piora! Começam logo a brigar. Magineee um almoço assim? É briga na certa. Briga pra decidir quem tem o pior paladar no quesito reclamações… Tsc, tsc!

Ah, os presentes a papai: Provamos a ele que não entendemos de corpo masculino sangue do meu sangue, só aqueles que porventura ocupam nossas vidas por 2 ou 3 semanas. Nada do que compramos, serviu. Ficou tudo apertado… ¬¬

..

Mas como assim eu me esqueci de dizer o principal acontecimento do final de semana?

Estou digitando este simplérrimo post, do meu novo computador. Meu nEtbook. Sim, senhoras e senhores ponham a mão no chão!, eu comprei um nEtbook. Eu aderi ao moderno depois de minha irmã mais nova e que não entende quase nada de tecnologia, buzinar na minha orelha dizendo das qualidades do net. E o preço foi o que me fez bater o martelo final. Não vou negar…

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A dona do Baú

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"Sou tantas que mal consigo me distinguir. Sou estrategista, batalhadora, porém traída pela comoção. Num piscar de olhos fico terna, delicada." Martha Medeiros

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