Arquivo para a categoria 'Cheiro de Naftalina'

Da sessão: Nostalgia Sempre!

Hoje o post é nostálgico e devo isso a noite insône que passei ontem.

Bah, como de costume, fui dormir no meu horário normal, lá pelas nove e tantas da noite e pimba. Bife à milanesa perdia para moá. Me virei mais que o dito na cama e quando peguei no sono, só pesadelos, que me fizeram acordar e rezar e pedir aos santos e anjos que me tirassem esses sonhos horrorosos da cachola (mortes, perseguições, cenas congeladas, coisas horríveis mesmo!). Daí a a barriga começou a dar sinal de vida e as cólicas voltaram com gosto de gás. Lá foi a rainha da Vazamento City para o trono! Reinei absoluta por quase 30 minutos – calma, não foram 30 minutos de vazamento. Aproveitei e fiquei sentada, lendo, esperando as próximas dores pra não precisar levantar de novo da cama. Banho tomado, hidratante de novo no corpitcho e deitei. Nada… Levantei, liguei a TV e fui assistir desenho animado, antes que os pesadelos voltassem… Isso lá pelas zuma e meia da madruga. Mas o que é que uma mulher proletariada, esculhambada e cheeeia de coisas pra fazer no dia de hoje estava na sala a essa hora? Deitei e… Alguém do meu passado longíquo veio me visitar em sonhos… E o sonho foi tão lindo, tão carinhoso, tão nostálgico. Aff!!

A pessoa pede à todos os santos e anjos pra não ter mais pesadelos, mas não precisava sonhar com ele, né? Poxa, logo agora que meu coração está assim, envolvido com aquela pessoa que é tudo de bom, mas que eu e toda a torcida do Corinthians sabemos que não dará certo? Enfim! Acordei feliz, nostálgica, sorridente e, ainda meio que vazando, mas nada que o dia de hoje e o de amanhã e depois de amanhã não cure – mesmo tendo almoçado ontem uma coxinha de galinha e hoje um pastel de forno de queijo! Oi?

E então que os vídeos abaixo vão pra VOCÊ, aquele que nunca devo ter deixado de amar… Mesmo que assim, caladinha. Mesmo que assim, vivendo na montanha-russa sentimental que vivo. Mesmo que assim, sem falar sobre. Mesmo que assim, sem nunca mais ter visto você…

Você, que tanto tempo faz,
Você que eu não conheço mais
Você, que um dia eu amei demais
Você, que ontem me sufocou
De amor e de felicidade
Hoje me sufoca de saudade…

Ui…

Mulata Bossa Nova, caiu no Huly-Guly!

Pensando no meu carnaval. Que um dia quando eu era criança pequena lá em São Paulo, eu brincava. Lá na matinê do Clube Palmeiras (e torço pro Corinthians) e dançava aquelas marchinhas que hoje nem tocam mais. A gente dava voltas pelo salão com fantasias que minha mãe comprava e tudo era tão mágico, tão inocente… Depois, na adolescência, ia para Caraguatatuba/SP, podia dançar nos bailes a noite e beijar na boca dos meninos bonitos. Amor de férias. Paixão de carnaval que nem subia a serra!. Depois que mudei para Maceió, continuei indo para casas de praia com amigos e beijando na boca, mas aos bailes já não ia mais, as músicas já não eram as mesmas, era a vez dos trios-elétricos e das músicas bahianas que imperam até hoje! Agora, alguns poucos anos depois, meu carnaval se resume a ficar em casa, assistir filmes, no máximo ir a alguma praia caso tenha amigos disponíveis que decidiram não viajar para Olinda ou Salvador e tomar uns melês de álcool pra alegrar. Não tenho mais saco para casas de praia, muita gente, bagunça! Como a vida dá voltas…

Mais eis que recebi um convite tentador de passar um dia numa praia que fica a duas horas de distância do meu lar… Participar dos bloquinhos de rua do local, encher a lata fazer sexo e beijar na boca daquele que ando beijando ultimamente. Mas não, não vou… Longe demais pra pouca coisa.

Mas se alguém quiser ir, eu até penso em mudar de idéia porque sou fácil, extremamente fácil…

Arrumando o passado em papel

E então que hoje, já não tendo mais por onde escapar já que voltarei para o tronco depois de amanhã, tirei todas as pastas, pastinhas, caixas, envelopes, papéis, fotos, cartas, tudo do meu guarda-roupa-closet, para arrumar.

Estou desde as nove da matina na cozinha do Jandira´s, com as coisas sob a mesa, separando, rasgando, guardando. E no bololô de coisas, revivi namoros do passado através de cartas, e-mails impressos, bilhetinhos. Achei uns e-mails bem proibido-para-menores, coisas impublicáveis. Cartas de amigas na época em que nem sabíamos o que era um winchester, que dirá um e-mail. Fotos de câmeras analógicas. Muitas. Adorooo! Revivi muita coisa e apesar de ter me desfeito de muitas outras, existem algumas que é impossível, como o cartão que a minha irmã mais nova me trouxe de alguma viagem que fez quando ainda era pirralha e já era econômica nas finanças:

“É apenas uma lembrancinha já que você me disse que não deveria gastar todo o meu dinheiro com bobagem.”

Ela aprendeu o que eu nunca aprendi na vida... Tsc, tsc!!

..

Tudo isso me deu uma saudades do tempo em que eu não complicava 100% a minha vida. Só 86%…

Seria, se tivesse sido!

“Subi correndo no primeiro bonde, sem esperar que parasse, sem saber para onde ia. Meu caminho, pensei confuso, meu caminho não cabe nos trilhos de um bonde.”

Caio Fernando Abreu

Ah este cara que descobri dia desses e me apaixonei por tudo que ele escreveu. Tô devorando cada linha, cada pensamento, cada dor dilacerante, cada texto. Penso que ele e Clarice (Lispector, ofcourse) deveriam ter sido amantes – se tivessem vividos na mesma época e ele não fosse homossexual assumido! Ahá!

..

E hoje foi só pra dizer que comemoraria… Comemoraria se estivesse ainda!

O meu casamento… Aquele que tive aos dezoito aninhos de vida, na flor da idade meeesmo! Casei batendo os pés e dizendo aos meus pobres pais que se não deixassem eu fugiria. Ô rebeldia da adolescência. Fase ruim, né?

Então que casei. Não de véu e grinalda, nem flores de laranjeiras, nem padre, nem padrinhos vestidinhos para fazer exame de fezes, nem virgindade, nem gravidez. Casei por amor de fato e SEM feto no dia 29/03/1990. Menina de um quase tudo. Ele também…

Nos separamos exatos 6 meses depois. Ainda menina de um quase tudo. Ele também!

Naquela época e hoje (vale salientar!) ainda não consigo me ver a 20 anos ao lado de uma mesma pessoa. Não, não sou volúvel (só um tiquinho), mas não consigo nem me imaginar ao lado daquele menino de 22 anos que me desvirginou e me amou de um jeito tão forte e tão dominador. Sinto saudades… Não aquela saudades de saudades, entende? Saudades do tempo em que eu era ingênua, saudades do tempo em que eu era menina e achava que amor e sexo tinham que andar coladinhos!

Não viverei ao lado de ninguém por 20 anos é certo, mas sei que posso amar e sei que sexo e amor não andam coladinhos, mas podem andar assim, próximos!

A-HA

Sim, eu tô na porta dos 38 anos… Sim, eu curti os anos 80… Sim, fui feliz e nem sabia naquela época!

Ahá!

A-Há. Além dos caras serem lindos (o vocalista então, aff!), as músicas eram muito boas de ouvir…

E ai que meu tio, que curtiu e curte como eu, me avisou por e-mail que os caras estão vindo para a metrópole (eu disse Recife, PE), fazer um show de despedida. Como assim?!?! Tá, tudo bem que eu achava que eles nem existiam mais como banda, mas virem se despedir dos brasileiros? Adoro!! Ok, você vai dizer, claro, vieram se despedir porque o Brasil acolhe de tudo… Mas por mais que alguns critiquem o som, eu que não entendo patavinas de instrumentos, adorava e ainda curto ouvir Take on me, Stay on these roads e outras e outras dos noruegueses gatos!

Então povo, se você póóódhii viajar num dia de quinta-feira para Recife ou se você habita em Recife, tem mais de 35 años ou curte um som legal (pára, que eu acho!), se joga no Chevrolet Hall, dia 18 de Março.

Quero ir e não posso porque sou proletariada com cinco chefinhos e uma vida atolada de tarefas administrativas e financeiras.

Só resta, me contentar com o DVD pirateixon tabajara quando sair e SE sair…

 

E ele se foi…

Em 87 eu e mais um zilhão de garotas da minha idade queriam ser a Baby (feinha, vamos cumbinar!) do Filme Dirty Dancing… Assisti nem sei quantas vezes este filme e no auge da minha adolescência, sonhava com aquela história (boba e romântica) da mocinha que ia passar uns dias num hotel com a família. Tinha um pai turrão e ela transgredia as regras do pai e do hotel se misturando com os ralés, os pobres trabalhadores. E lá no meio da galera do “mal”, se apaixonava pelo bonitão. E que bonitão, aff! Quantas noites me imaginei dançando (eu não danço nada, sou um cabo de vassoura, já diz mamy´s!) com Patrick Swayze ao som de (I’ve Had) The Time of my Life.

Depois veio Gosth, que deixou mais um zilhão de garotas querendo ser a Molly e viver uma história de amor com um fantasma. Ahá!

E agora o  bonitão se foi… E suas imagens finais nem eram nada de tão bonitas assim…

Mas deixou um monte de fotos e de lembranças de corações juvenis partidos por só poder vê-lo na tela do cinema ou da TV.patrick swayze

Batidas na porta da frente…

E veio junto com esta música hoje, me tirando do equilíbrio, me trazendo lembranças…

 

mas não me deu vontade de chorar…

São tantas emoções…

roberto-carlos-show-no-maracanaEu cresci ouvindo Roberto Carlos. Tenho uma tia que me fazia acreditar que ele era o namorado dela… Lembro-me que ela colocava os LP´s e ouvia o dia inteiro e eu acompanhava. Sabia todas as letras e ainda dizia que a música que eu mais gostava era uma que nem sei o nome, mas que falava da tia Amélia dele e que há muito tempo eles não se viam. Era criança e ainda não entendia de amor e suas dores daí a que mais gostava era daquela que falava da tia do cara! Depois gostei daquela que falava das baleias (será que eu já imaginava que um dia viraria uma barte?).

E quando fui crescendo, continuei ouvindo o Robertão e comecei a gostar das músicas mais românticas e elegi Outra vez a minha predileta da vez. Nem tinha tido um amor de verdade, mas já me imaginava cantando isso depois de uma história que me marcasse (sempre adorei viajar na maionese). Anos mais tarde dediquei-a ao cidadão que me pediu em casamento e eu disse sim…

Maria Bethânia gravou o melhor CD que já ouvi: As canções que você fez pra mim e foi ai que gostei mais ainda das letras do ômi. Já havia sofrido por alguns amores mal resolvidos e comecei a me identificar com as dores de amores das letras. Ô dó!

Numa outra fase da minha vida, a música eleita foi De tanto amor, obiviamente dedicada a outro amor com desfecho triste…

E agora, na minha fase caseira de ser, estou assistindo de “sofarote” (no meu sofá da sala, e sem me acotovelar pra comprar ingresso nem tomar chuva) o show de 50 anos de carreira do rei!

Sábado à noite e naninha ficou em casa assistindo RC no melhor estilo mulher superhiper fã!

Quem eras tu, naninha? Quem era? Vivia arrastando o sári pelo mercado toda santa noite, hãm?

E querem saber? Tô adorando o show, já me emocionei, já relembrei coisas, já lacrimejei… Porque eu sou romântica, sim!

 

Fui fã do MENUDO!

menudoSexta-feira à noite, depois que cheguei da faculdade e não agüentava sair com os meus gato-garotos para a balada desgovernada que eles estavam afins (beber, beber e depois ir dançar!), fazendo minha zappeada normal no controle da TV, eis que me deparo com o programa Câmera Record que falava sobre quem foi muito famoso um dia e hoje, não se tem notícias. A reportagem começou justamente com o Menudo e eu adorei rever o grupo que fui apaixonada na adolescência. Nóóóó, que viagem no tempo, viu?

Eu e minhas amigas igualmente fãs, éramos tão apaixonadas pelos caras que até no aniversário deles, comemorávamos. Com direito a bolo, bexigas, brigadeiro, refri (não tomávamos cerveja ainda!) e os parabéns, com a foto do aniversariante na parede, porque ele poderia não estar presente de carne e osso, mas a fotinha estava!

As coreografias? Sabia todas!! E pra quem tem certeza que eu sou desengonçada hoje, nas músicas do Menudo eu não era – pelo menos ninguém reclamava, muito pelo contrário, festinhas e afins de família eu sempre era requisitada a dar meu show da música Não se reprima! Kkkkkk!!

Bottons, bandeirolas, bonés, recortes de revistas, discos em vinil, fotos, posters, gravações em fita cassete ao lado da TV e gravações em VHS dos programas Viva Noite do Gugu… Eu tinha tudo! Andava todososdias com todos os bottons pendurados na blusa que estivesse usando. Até no uniforme da escola. Minha mãe que o diga, quantas blusas eu perdi cheia de furos!

Show do Estádio do Morumbi? Fui. Do Ibirapuera? Fui também. Tarde de autógrafos do Ray na sede da Via Brasil? Claaro que fui e chorei como uma tonta quando o vi porque ele era o meu preferido e eu tinha certeza que íamos nos casar. Até assinava meu nome com o sobrenome dele: Daniella Reys León.

E como toda adolescente que se preze, era exagerada e achava que nunca ia esquecê-los… Mas em 90, quando nos mudamos para cá, na arrumação da mudança joguei tudo o que tinha do Menudo no lixo. Bottons, poster autografado, bandeirinhas, bandeironas, tudo! Todos em casa ficaram preocupados e achavam que eu estava doente. Mas não, eu simplesmente havia crescido, estava noiva e na minha cabeça de camarão daquela época, eu deveria achar que tinha encontrado o meu RAY, só que com o sobrenome diferente: Oliveira…


A dona do Baú

Devaneios dentro do Baú:

"Sou tantas que mal consigo me distinguir. Sou estrategista, batalhadora, porém traída pela comoção. Num piscar de olhos fico terna, delicada." Martha Medeiros

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