Vou dizer, viu? Lá num passado nem tããão distante assim, que eu batia ponto na boate GLS, eu achava que já tinha visto de tudo, mas desta vez me surpreendi com o coleguinha que fiz, quando resolvi sentar no balcão – sim, eu adoro sentar no balcão e conhecer gentes! E foi assim que eu conheci um menino com cara de anjo, encostadinho num coroa com mechas grisalhas e óculos escuros. Quem olhava de longe, via um coroa com seu namoradinho pivete. Nada de novo no mundo. Só que nada do que se via era realmente o que se via… O coroa é o pai hetero do menininho homo! Se o pai gosta de boate GLS? Não. Frequenta este ambiente para estar próximo do filho. Há quem não acredite nesta história, mas… Curiosa que sou, além de fazer 1001 perguntas, pedi ao pai que tirasse os óculos para que eu pudesse ver o que a galera reunida não estava vendo e pude constatar que se ele ficasse sem óculos, iria sofrer um assédio de todo tipo de gentes: homens, mulheres, meninos, meninas, jovens senhores, barman… Gato por demais! Aff!
Mas ai eu saí me perguntando, o mundo está realmente assim tão mudado que um pai precisa acompanhar o filho na balada? E quando o filho é gay? Achei bem interessante a situação (e o tal pai também, não vou negar pra morrer preta!). Diferente mas interessante.
E fica ai a dica para os pais e mães POP´s: acompanhem seu filho(a) na balada. Se jogueee! Oi?
Imagina minha mãe me acompanhando nos bares da vida, minha gente?? Meu pai com certeza demitia as duas…
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E só pra constar, este ocorrido foi num dia aí que acordei numa vibe (que gíria é essa, minha filha?) com gosto de gás e comecei a balada no início da tarde, emendei-a com o início da noite com uma pessoa que faz os meus olhinhos virarem e segui pra balada noturna, que se curte muito: a boate… GLS, que adoooro! Vale salientar que, há meses a mocinha aqui não sabia mais o que era emendar baladas, porque o corpo dela pede sempre um pouco mais de calma, depois que fez 22 anos… ¬¬ E não! Ela não tinha tomado nenhum energético e nem é fã de balinhas. Simples assim, ela estava com a corda toda! Vai ver que foi a baladinha com o moço que vira os zóio dela!
Mas foi muito bom apesar de que no day after eu estava só o pó da rabiola…
É bom rever gentes que não via a algum tempo. É bom dar gargalhadas das coisas engraçadas e inusitadas que têm numa boate gay. É bom balançar o esqueleto até as pernas pedirem arrego. É bom tomar Ice na área vip e ter certeza que você é vip. Oi?





















Quem falou no baú: